O que é a pluralidade cultural e princípios pedagógicos na escola?

Você já se deparou com alguma situação complicada no cotidiano escolar, como, por exemplo, um ato de bullying entre alunos?

 

A pluralidade cultural aborda a importância do respeito e da diversidade para o desenvolvimento e permanência da cultura brasileira, principalmente nas escolas, pois para muitos é o primeiro contato com o ensino de igualdade. As escolas precisam valorizar as diferentes culturas herdadas e lutar pelo fim da discriminação e a melhor forma é incluir essas pautas nos planejamentos pedagógicos como assuntos de extrema importância.

É nessa perspectiva que o entendimento da diversidade entra como um obstáculo para superar a postura e os pré-conceitos dos educadores que são vistos como figuras de exemplo pelos pais e alunos. Sendo assim, o tema pluralidade e princípios pedagógicos devem andar juntos com a ética para que obtenham resultados positivos, uma vez que tenham o poder de mudar crianças dotadas de estereótipos.

Os profissionais da educação precisam de capacitação pedagógica constante para que possam ficar alinhados com as mudanças da sociedade e como a pluralidade cultural precisa ser abordada no ambiente escolar como assunto fundamental da formação intelectual, ética e humana. Só assim as diversidades e suas vertentes poderão ser de fato, valorizadas.

Alguns estudos publicados no site do Congresso Nacional de Educação (CONEDU) mostram pesquisas e resultados obtidos através de questionários aplicados em escolas públicas do ensino fundamental básico, levantando a questão da importância da pluralidade cultural aplicada nas escolas e apesar da maioria concordar, houve uma minoria que não se considera apta a abordar esse tema em aula e não trata o assunto como um conteúdo que merece ter planejamento e inclusão nas metodologias escolares e sim como algo a ser abordado indiretamente.

Contudo é possível concluir que as escolas venham perdendo oportunidades significativas de discussão e aprendizado dos alunos, esquecendo o poder que o ensino fundamental tem, levando em consideração a importância que os alunos dão aos conteúdos ensinados na escola. A seguir, a história de L. Barbosa “TODO MUNDO, ALGUÉM, QUALQUER UM E NINGUÉM” expressa basicamente o que isso significa:

Havia um importante trabalho a ser feito, mas TODO MUNDO tinha certeza que ALGUÉM o faria. QUALQUER UM podia tê-lo feito, mas NINGUÉM o fez. ALGUÉM se zangou, porque achava que era um trabalho para TODO MUNDO. TODO MUNDO pensou que QUALQUER UM podia resolver o assunto, mas NINGUÉM imaginou que TODO MUNDO deixasse de fazê-lo. No final, TODO MUNDO culpou ALGUÉM, quando NINGUÉM fez o trabalho que QUALQUER UM podia ter feito.

Tendo em vista a atual realidade onde um espera pelo outro para que algo seja feito, é preciso elaborar estratégias que abordem o tema pluralidade, uma vez que ele esteja presente no dia-a-dia das crianças e adolescentes, por mais que seja uma dificuldade para alguns profissionais da área, é preciso ser visto como um desafio a ser superado.

Com isso, a necessidade de uma capacitação pedagógica atual voltada a questões culturais e sociais é essencial para os profissionais da área da educação, pois a aproximação e aprofundamento dos professores com a pluralidade cultural é fundamental para que saibam lidar com crianças agredidas e agressoras, quando o assunto é desigualdade. Sabemos que a realidade nas escolas do Brasil tem um estado crítico de bullying que é muitas vezes agravado pela falta de conhecimento dos alunos perante um assunto tão sério ou até mesmo, falta de posicionamento dos educadores.

Podemos então concluir que a educação bem guiada é essencial para a desconstrução de concepções presentes nas crianças e adolescentes, para que possam valorizar as amizades, a cultura, a liberdade e igualdade de todos, proporcionando melhores experiencias de vida e consequentemente uma vida adulta mais feliz e promissora. E boa parte dessa responsabilidade educacional é dos professores.

Mas afinal, como a etnia, gênero, sexualidade e religião precisam ser abordadas e priorizada pelos educadores?
E quais desafios eles encontram nessas questões diante do ambiente escolar?

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